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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Discussões sobre religião e extraterrestres no séc. XIX

Em 1794, foi publicado nos EUA, um panfleto chamado "The Age of Reasons", escrito por um radical britânico chamado Thomas Paine. Neste panfleto ele criticava ferozmente o Cristianismo e citava pontos onde desafiava a legitimidade da Bíblia. Nas edições, Thomas sempre citava fatos e momentos onde a Igreja tentava conseguir poder político rejeitam milagres, além de colocar a Bíblia como um livro de literatura e puramente filosófico a um texto feito sob inspiração divina. Thomas argumenta sobre a não existência do Deus criador e promove a religião natural.
Thomas cita, por exemplo, que se você conhece um mínimo de astronomia moderna, você deve acreditar em vidas em outros planetas. E a ideia de que um único ser criou tudo pelo infinito universo era simplesmente absurda. 
Thomas acabou sendo preso na França por apoiar um evento político de pessoas fora do poder. E neste momento, os EUA não o apóiam. Thomas então pensa que George Washington não o apoiou por conta de seus textos contra o Cristianismo e apoiando a vida alienígena.
Porém em 1802, ele é chamado pelo então presidente Thomas Jefferson para voltar aos EUA. Thomas assim como Benjamin Franklin e John Adams aceitava a pluralidade dos mundos. Viam a vida em outros planetas não como uma possibilidade, mas sim como fato inegável.
Até mesmo nas novas Universidades criadas por Jefferson, houveram pedidos de Adams para que não fossem contratados professores europeus que trouxessem ideais do Cristianismo, pois, definiam como perigosas.
Todos os grandes pais fundadores acreditavam na existência de vida inteligente em outro planeta e achavam que a noção de Deus ter vindo pessoalmente à Terra era ridícula. Fatos muito radicais para tal época.

Estas discussões e fatos geraram milhares de discussões nos EUA que ainda não possuíam a enorme influência global que hoje possui. Mas fica evidente que naquele momento o pensamento dos intelectuais era além da realidade que reinava sobre a Terra. Na Europa jamais se imaginaria um mundo que não aquele criado por Deus, um mundo com total influencia da Igreja Cristã. E quando paramos e pensamos em como os pensadores americanos pregavam suas ideias, podemos entender o porquê de sua evolução tão rápida e esmagadora.
Agora, sabendo que presidentes e intelectuais tinha e aplicavam tais ideias, a única dúvida que fica é como foi usada tal experiência e pensamento? Ao longo da história e do desenvolvimento americano que elevou os EUA ao número um no mundo contemporâneo, não vemos estas influências aparentes. Teriam sido ocultadas de alguma forma ou simplesmente extintas? Presidentes pais fundadores e intelectuais mudariam de opinião e parariam seus investimentos de uma hora para a outra? Provavelmente não. Então cabe a cada um interpretar da maneira que deseja os fatos citados e o desenvolvimento através dos anos.